"Só com a leitura um povo pode se tornar forte em sua cultura." (Rodrigo Poeta)

segunda-feira, 29 de julho de 2019

1⁰ lugar no XIII⁰ Concurso Poesiarte de Poesia 2019



1 lugar:
Maria da Graça Muller de Lima.
Poesia: Resistência.
Pseudônimo: Magamu.
Cidade: Rio de Janeiro/RJ.
Pontuação: 490.





RESISTÊNCIA

Ser mulher não é nada fácil,
Ainda bebê, será rotulada – frágil.
Exigirão de você,
Recato e docilidade.

Sua modelagem será trabalhosa,
Ao sorrir-lhe a liberdade,
Uma voz se levantará,
Querendo ou lhe podando as asas.

Ficará algumas vezes impotente,
Buscará então ajustar-se,
Até conseguir estruturar-se,
Formando sua própria identidade.

Perceberá a saída de um mundo machista,
Pulará degraus, preconceitos, injúrias,
E alcançará novos com outras forças,
Porém, levará algum tempo.

Sua condição física a impedirá de realizar algumas tarefas,
Mas, ao perceber a força de outra mulher,
Se levantará em você, uma gigante,
Até então ignorada.

Passará por várias fases,
Guiadas por seus hormônios,
Multiplicar-se-ão seus encargos,
E aposentadoria, não terá não.

Ser mãe ou não, é uma opção,
Que lhe caberá decidir, sem desmerecê-la,
É difícil vencer um sistema antagonista,
Mas a vitória no final, a surpreenderá.

Vá em frente, permita-se sonhar,
Resista , transforme o preconceito,
Se não fosse impossível e difícil,
Não seria para você – MULHER..

(Pseudônimo: Magamu)

2⁰ lugar no XIII⁰ Concurso Poesiarte de Poesia 2019



2 lugar:
Sandra Maria Godinho Gonçalves.
Poesia: Se for para partir
Pseudônimo: Sílvia Werneck.
Cidade: Manaus/AM.
Pontuação: 460.




Se for para partir

Se for para partir,
Que nunca olhe para trás,
Que se descalce da cegueira,
Que o caminho se revele,
Que se fecunde,
Mais mulher

Se for para partir,
Que eu te memorize,
Que eu te cheire,
Que eu te chore,
Uma última vez

Se for para partir,
Que arrebente os olhos,
Para que não veja
Que arrebente os braços,
Para que não abrace,
Que arrebente a boca
Para que não implore.

Se for para partir,
Que não perca a voz,
Que não perca a vez,
Que não perca a veia,
Que não perca a vaga,
Para que nunca possam
Te apagar.

Se for para partir,
Nunca se dissolva,
Nunca se dilua,
Nunca se desmanche,
Até se desfazer
Por completo,
Mas em se desfazendo,
Faça-se ressurgir
Por inteiro.

Se for para partir,
Carrega a coragem,
Feita do que não se sabe,
Que é hábito de revolta,
Que gruda na pele
Feito visgo

Se for para partir
Que as rimas sejam de sangue,
Que as rimas sejam de vozes,
Que as rimas não adormeçam
As lágrimas que rolam

Se for para partir
Que seja de vagina aberta,
Versejando,
E se regozije
Em íntimo atrevimento

Se for para partir
Que seja para uma vida bandida.
Uma vida fodida
que morde, rosna e arranha,
Sem ouvir o silêncio acordando o vento,
Só uma sorte de liberdade,
Que arrepia o mundo,
Que sacode os eixos,
Que engole primavera e flor,
Sem preencher lacunas.

Se for para partir,
Que as mãos sejam fortes,
Que os pés sejam firmes,
Que as pernas não esmoreçam,
Que as linhas não se tornem rendado,
De cicatrizes profundas.


Se for para partir
Que o ato
Marque feito gado,
Que salive a boca de desejos,
E arrebate até o âmago
E arrebente as vontades

Se for para partir,
Que seja loucura,
Que seja resgate
De interditos mundanos,
De imundos estilhaços,
De silêncios,
De palavras,
Nunca de abandono.


Se for para partir,
Faça do pranto conforto,
Faça da fala canto,
Faça da sina caminho,
Novo e revigorante.


Se for para partir,
Deixe que a chama
te tome as pernas
te tome as entranhas,
Como possessão,
E direito.


Se for para partir
Seja esperança de reparação
Que não é santidade,
Seja esperança de frutificação,
Que não é desfrute,
Ou é.


Se for para partir,
Que seja em indistinto passo,
Em indistinto arrasto,
Tecendo caminho em visgo
Em espera
Ou desespero.

Se for para partir,
Que seja em malemolência maldita
Que de desejo se crie,
Que em paciência se gaste
Em gosma que brilha no céu.

Se for para partir,
Que seja sem bagagem custosa,
Que o homem constrói no tempo,
Que escorre no côncavo das palmas,
Feito água que nunca basta.


Se for para partir,
Resista feito semente,
Viceje onde os homens enterram,
Como as raízes que cavam até
Encontrar a esperança
Em outros homens.


(Pseudônimo: Sílvia Werneck)


3⁰ lugar no XIII⁰ Concurso Poesiarte de Poesia 2019



3 lugar:
Ronaldo Dória dos Santos Júnior.
Poesia: Sobrevivência ou morte?
Pseudônimo: JairoBolsonazi.
Cidade: Rio de Janeiro/RJ.
Pontuação: 445.





Sobrevivência ou morte?

Ouvi do meu barraco o estrondo forte
De um blindado dessa polícia revoltante
A bala, num raio fúlgido, trouxe a morte
De um inocente com uniforme de estudante

Existe mesmo essa igualdade?
Eu me pergunto,vendo o corpo no caixão
Tantos corruptos em liberdade
E o nosso sangue se esvaindo pelo chão

Ó pátria amada
Desgovernada
Há quem nos salve?

Brasil, de falsos líderes, falso mito
De falta de justiça nosso país padece
Nas cúpulas de Brasília eu vejo, aflito
A grandeza da corrupção que resplandece

Após desmandos de toda natureza
O povo não vê o quanto é grande e poderoso
E o nosso futuro é um mar de incertezas

Terra abandonada...
De engodos mil, é você, Brasil
Minha pátria amada
Lá no Planalto, só fraude, mentira, ardil
Triste piada...
Brasil

(Pseudônimo: JairoBolsonazi)

quinta-feira, 11 de julho de 2019

RESULTADO DO XIIIº CONCURSO POESIARTE



Resultado do XIII Concurso Poesiarte de Poesia 2019:

1-Maria da Graça Muller de Lima.
Poesia: Resistência.
Pseudônimo: Magamu.
Cidade: Rio de Janeiro/RJ.
Pontuação: 490.

2- Sandra Maria Godinho Gonçalves.
Poesia: Se for para partir
Pseudônimo: Sílvia Werneck.
Cidade: Manaus/AM.
Pontuação: 460.

3-Ronaldo Dória dos Santos Júnior.
Poesia: Sobrevivência ou morte?
Pseudônimo: JairoBolsonazi.
Cidade: Rio de Janeiro/RJ.
Pontuação: 445.

4-André Luís Soares.
Poesia: Resistência.
Pseudônimo: Quem não tem colírio...
Cidade: Guarapari/ES.
Pontuação: 443.

5- Roque Aloísio Weschenfelder.
Poesia: O Resistenciável.
Pseudônimo: Amplitude Viva.
Cidade: Santa Rosa/RS.
Pontuação: 439.

6-Aparecida Gianello.
Poema: Da (r) existência plena.
Pseudônimo: Alma plena.
Cidade: Martinópolis/SP.
Pontuação: 400.

7- Lindberg Albuquerque Brito.
Poema: Resistência.
Pseudônimo: Itajuru.
Cidade: Cabo Frio/RJ.
Pontuação: 395.

8-Roberto Carlos Amorim dos Santos.
Poesia: As palavras e as redes.
Pseudônimo: Ilha.
Cidade: Cabo Frio/RJ.
Pontuação: 309.

9-Vitória Ferraz.
Poema: Resistir.
Pseudônimo: Terra do Nunca.
Cidade: Araruama/RJ.
Pontuação: 293.

10-João Cavalcante.
Poema: Batida.
Pseudônimo: J. Óculos.
Cidade: Araruama/RJ.
Pontuação: 245.

sábado, 6 de julho de 2019

FINALISTAS DO XIIIº CONCURSO POESIARTE



Finalistas do XIII Concurso Poesiarte de Poesia 2019:

1- Resistência
Pseudônimo: Quem não tem colírio...

2-Da (r) existência plena
Pseudônimo: Alma plena.

3- Sobrevivência ou morte?
Pseudônimo: JairoBolsonazi.

4- As palavras e as redes
Pseudônimo: Ilha.

5- Se for para partir
Pseudônimo: Sílvia Werneck.

6- O Resistenciável.
Pseudônimo: Amplitude Viva.

7- Resistência
Pseudônimo: Itajuru.

8- Resistência
Pseudônimo: Magamu.

9- Resistir
Pseudônimo: Terra do Nunca.

10- Batida
Pseudônimo: J. Óculos.

JURADOS DO XIIIº CONCURSO POESIARTE


1-Sylvia Maria Ribeiro.
*Escritora, professora, jornalista e acadêmica da Academia Cabo-friense de Letras (ACL).
*Cidade: Cabo Frio/RJ.

2-Andrea Rezende.
*Escritora, professora e acadêmica da Academia de Letras e Artes de Cabo Frio (ALACAF).
*Cidade: São Pedro da Aldeia/RJ.

3-Mario Rezende.
*Escritor e acadêmico correspondente da Academia Cabista de Letras, Artes e Ciências de Arraial do Cabo/RJ (ACLAC).
*Cidade: Rio de Janeiro/RJ.

4-Marly Mattos.
*Professora, poetisa e acadêmica da Academia Itaperunense de Letras (AIL).
*Cidade: Itaperuna/RJ.

5-Valéria Torres.
*Escritora e neoacadêmica da Academia Cabo-friense de Letras (ACL).
*Cidade: Armação dos Búzios/RJ.

6-Anthony Rasib.
*Escritor, jornalista e acadêmico correspondente da Academia Cabista de Letras, Artes e Ciências de Arraial do Cabo/RJ (ACLAC).
*Cidade: São Paulo/SP.

domingo, 16 de junho de 2019

CONCURSO POESIARTE É INTERNACIONAL

*A poetisa palestina Dareen Tatour é uma das homenageadas 
com o diploma de Honra ao Mérito poetisa Nazareth da Cruz Gomes.