"Só com a leitura um povo pode se tornar forte em sua cultura." (Rodrigo Poeta)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

4º lugar no VIIº CONCURSO POESIARTE 2013



*Nome: Regina Célia.
*Poesia: As árvores dão vida.
*Cidade que representa: Colombo/PR.
*Pseudônimo: Aroeira.
*Pontuação: 430 pontos.


-Veja a poesia, que ficou em 4º lugar no VIIº CONCURSO POESIARTE:




As árvores dão vida

A semente esquecida por uma chuva está a esperar
Fenômeno da natureza, tão belo é o seu brotar
Além de belo é saber que a vida vai continuar

Ah! Se essa lavoura fosse minha, árvores eu plantaria
Para que as suas raízes ao solo reforçassem!
Folhas: Absorvessem o gás carbônico e o nitrogênio, que alegria!
E a abelha, poder encontrar seu pólen feliz na paisagem

Ah! Se essa rua fosse minha, árvores eu plantaria
Os lares iriam se refrescar! A atmosfera iria sorrir!
Fertilidade ao solo. Qualidade de vida a porvir
Ver uma rua cheia de árvores nos dá muita alegria

Ah! Se essa empresa fosse minha, árvores eu plantaria
Quão bela! E mais sustentável ela seria!
Do colaborador ao diretor, enterneceria os corações
Renderia lucros! Riqueza! Verde! Vegetações!
 
Ah! Se eu fosse o Governo! Árvore mandaria plantar! Decerto!
Para que todos um bom ar pudessem respirar
O solo ficaria estabilizado, nunca viraria um deserto
Para que a chuva não cause erosões até no mangue, deve plantar

Ah! Se eu pudesse eu descreveria:
A biodiversidade! O quão maravilhoso é o gosto do orvalho
No ecossistema florestal; com certeza numa mata em me embrearia
Quem não gostaria de ser tão forte como um carvalho?!

Ah! Se eu pudesse uma rede eu armaria
Teria sombra, frescor e sensação de bem-estar
No balançar: o vento seria cantiga de ninar
E no ar ficaria a magia para me fascinar!

(Pseudônimo: Aroeira)



*Comentário do jurado Fernando Aires de São Paulo/SP:


"Baseada em cantigas populares, a poesia apresenta de forma bem sutil e delicada a questão da sustentabilidade. É criativa, tem ritmo e ótima conotação com as necessidades do dia a dia e os deveres que deveriam ser tanto do setor público quanto privado. "


(Fernando Aires - jornalista)


*Comentário do jurado Emanuel Carvalho de Natal/RN:


"Assim o poeta imagina em querer fazer com as mãos o que imagina e sonha neste querer ver a Mãe Natureza respeitada como ela merece. Então, a imaginação do autor é sonhar com o meio ambiente valorizada."


(Emanuel Carvalho - escritor)


5º lugar no VIIº CONCURSO POESIARTE 2013


*Nome: Nédia Sales.
*Poesia: Cumprindo Ciclos.
*Cidade que representa: Conceição do Almeida/BA.
*Pseudônimo: Ana Joaquina.
*Pontuação: 412 pontos.


-Veja a poesia, que ficou em 5º lugar no VIIº CONCURSO POESIARTE:



Cumprindo Ciclos

Retirar as cordas das gangorras,
Desmontar dos galhos, o alçapão.
Tanger as galinhas p’ro poleiro,
Transferir os brinquedos p’ro porão.
Fazer uma cobertura p’ros porquinhos
Arriar e esquecer a rede no chão...

Daqui a pouco chega o transporte
Trazendo os homens das motosserras.
A jaqueira tombará, e, após o corte,
Se transformará em portas e janelas.
Se ornará de aduelas, trancas de metal
E tintas artificiais deslizarão sobre ela.

Para trás ficarão as gangorras,
As redes, o alçapão e o poleiro,
Nossa cabana onírica, primitiva
Sombra e refúgio lá do terreiro.

Não dá nem tempo fazer poesia...

Pois a seiva, agora tinta endurecida,
Já sem suportar tamanha ventura,
Escorre assim feito lágrimas coloridas
Pelas gretas modernas das fechaduras.

(Pseudônimo: Ana Joaquina)



*Comentário feito pelo jurado Fernando Aires de São Paulo/SP:


"Excelentes versos, referentes à infância e ao bem estar, confortos da natureza, em contraste com a modernidade que as serras trazem cortando-lhe os troncos e promovendo o devido 'conforto urbano'."


(Fernando Aires - jornalista)



*Comentário feito pela jurada Cris Dakinis de São Pedro da Aldeia/RJ:


"Criativo, bom vocabulário e ótimas imagens."


(Cris Dakinis - escritora)



*Comentário feito pelo jurado Emanuel Carvalho de Natal/RN:


"Veja só a fidelidade poética como é tão importante na leitura, com a destruição de florestas, a devastação começa pelo poeta que precisa das folhas, dos troncos dos frutos... É não podemos mais permitir que o homem crie fechaduras envernizadas e enferrujadas. Se não fizermos nada o quanto antes o que será de nós poetas sem imaginar com a natureza bela para criação de poemas... Se nem tintas poderá ser fabricadas porque não existirá mais árvores... Pois ela é o nosso refúgio... "


(Emanuel Carvalho - escritor)


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

6º lugar no VIIº CONCURSO POESIARTE 2013


*Nome: Flavio Machado.
*Poesia: prosaicos amazônicos.
*Cidade que representa: Cabo Frio/RJ.
*Pseudônimo: Aimberê.
*Pontuação: 400 pontos.


-Veja a poesia, que ficou em 6º lugar no VIIº CONCURSO POESIARTE:



prosaicos amazônicos

No meio da sua praça, e de ambos os lados do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a cura das nações. Apocalipse 22.2.


sobrevoei a floresta amazônica
fiquei com a falsa impressão de que não havia desmatamento
tomado pela cegueira
não percebi o quanto era estreita essa percepção
quase do tamanho da janela do avião

a derrubada era longe daquele caminho percorrido
entre Manaus e Urucu
dava – se pelas costas
como de hábito agem os covardes

acontecia com as bênçãos dos insanos representantes do poder
gente que não tem vergonha de aparecer em público
em solenidades comemorativas
sendo capazes de plantar árvores ao som do hino nacional
como guardiões das reservas ambientais 

cada árvore derrubada
cada hectare de floresta transformado em deserto
cada tribo expulsa por grileiros e gado
cada morte repetida de Chico Mendes
registro da total incapacidade de respeito ao próximo

que país queremos deixar de herança?
o país da mentira e da impunidade?
o que temos feito nos últimos trinta anos
para barrar esse crime anunciado?

remeto os versos prosaicos
como um grito para despertar consciências
e recuperar a dignidade dos povos amazônicos.

(Pseudônimo: Aimberê)


*Comentário do jurado Fernando Aires de São Paulo/SP:


"O trabalho é ótimo e promove um debate social e político que, a meu ver, possui muito mais a característica de uma prosa poética, e que nos leva a reflexão do descaso das autoridades, cuja preocupação que dizem ter com o meio ambiente e os direitos de povos indígenas chega a ser irrisório."

(Fernando Aires - jornalista)


*Comentário da jurada Cris Dakinis de São Pedro da Aldeia/RJ:


"Criativo, reflexivo e bom vocabulário."


(Cris Dakinis - escritora)


*Comentário do jurado Emanuel Carvalho de Natal/RN:


"O texto poético tem uma intenção excelente da visão do autor, transmitindo a nós leitores a devastação e o desmatamento na maior floresta do mundo. Serve para uma reflexão e um alerta para agirmos o quanto mais rápido para não deixar a mesma desaparecer."


(Emanuel Carvalho - escritor)


domingo, 10 de fevereiro de 2013

7º lugar no VIIº CONCURSO POESIARTE 2013


*Nome: André L. Soares.
*Poesia: ÁRVORE DA VIDA.
*Cidade que representa: Guarapari/ES.
*Pseudônimo: Cavaleiro de Cervantes.
*Pontuação: 397 pontos.


-Veja a poesia, que ficou em 7º lugar no VIIº CONCURSO POESIARTE:



ÁRVORE DA VIDA

Eis o abrigo abençoado,
telhado de clorofila,
o esteio de carvalho
que sempre me dá guarida;
sua voz é a voz do vento,
seu amor é fotossíntese,          
em cuja sombra busco alento...
minha árvore da vida!

Sobre os firmes lindos galhos
tantas aves fazem ninho;
de seus frutos eu me farto
quando a fome é um espinho;
já lhe pendurei balanços
na infância de alegria,
em sua sombra hoje descanso...
minha árvore da vida!

Ó, árvore amiga...
dá-me sempre o encanto,
pois se a chuva se mistura
à sua seiva
o meu corpo se converte
em seu tronco.
Ó, árvore da vida...
tantas vezes acalmou o pranto;
quando me deito sobre suas folhas secas
minha alma fortalece
e seu espírito tão doce
sempre me renova os sonhos.

(Pseudônimo: Cavaleiro de Cervantes)



*Comentário do jurado Fernando Aires de São Paulo/SP:


"O poema tem ritmo, obedece a uma métrica e faz referência à vida e a recordação que se tem em torno de uma árvore. O poema lembra pelo ritmo e pelas repetições de alguns versos em algumas estrofes, a obra prima de Gonçalves Dias: 'Canção do Exílio'."


(Fernando Aires - jornalista)


*Comentário do jurado Carlos Alberto Sousa de Cabo Frio/RJ:


"Poesia de alento e exaltação."


(Carlos Alberto Sousa - escritor)


*Comentário do jurado Emanuel Carvalho de Natal/RN:


"A árvore da vida é a natureza, portanto o autor transmitiu neste belíssimo texto com uma intenção de mostrar a importância da natureza em nossa vida. Ela é tão necessária que toda ela se faz necessário para a existência do homem. Quer seja pelo solo que nasce uma árvore bela e cheio de flores..."


(Emanuel Carvalho - escritor)


sábado, 9 de fevereiro de 2013

8º lugar no VIIº CONCURSO POESIARTE 2013


*Nome: Roque Aloísio.
*Poesia: Rumorejos.
*Cidade que representa: Santa Rosa/RS.
*Pseudônimo: Olvido do Vento.
*Pontuação: 393 pontos.


-Veja a poesia, que ficou em 8º lugar no VIIº CONCURSO POESIARTE:


RUMOREJOS

As asas das nuvens
Batem em seus braços
Verdes folheados

Bíblicos cedros louram vitórias
Alaranjam cítricos sucos
Em limonadas alegres

Na sombra repousa
O viandante cansado
Do calor dos verões

Tributos de gás carbônico
Viram retornos de oxigênio
Ao respiro humano e animal

Surtam as caturritas
Em invasores eucaliptos
E de pinus se evadem

Tantas saudades têm
Das araucárias sulinas
As previdentes gralhas azuis

Vida em ninhos aninhada
Vida em cantos explodida
Abrigo de pombas e colibris

As vozes de todos os tons
Sussurram o tempo
De todos os solenes ventos

Perdida em vasta solidão
Ou reunida em imponente floresta
É árvore a vida no sertão

Ornato da beleza em visão
Protegida por lei ou escolha
É árvore a vida em qualquer rincão
Dorme o poeta seu sono
Sob o cantar dos passarinhos
Na sombra de uma paineira

Mil formas e espécies de seres
Agradecem a sua presença
A salvo de motosserras

Árvores de todas as formas
Solenes em seu verde eterno
Vida repleta de amor

Árvores de todos os namoros
Perenes em seu resistir
Vida primaveril em flor

Merece o preito em versos
A árvore sob o sol da vida
Do poeta de poemas dispersos

(Pseudônimo: Olvido do Vento)



*Comentário feito pelo jurado Fernando Aires de São Paulo/SP:


"Boa conotação, vocabulário claro e direto."


(Fernando Aires - jornalista)


*Comentário feito pelo jurado Carlos Alberto Sousa de Cabo Frio/RJ:


"Guardião solene."


(Carlos Alberto Sousa - escritor)


*Comentário feito pela jurada Cris Dakinis de São Pedro da Aldeia/RJ:


"Bom vocabulário."


(Cris Dakinis - escritora)


*Comentário feito pelo jurado Emanuel Carvalho de Natal/RN:


"Muito boa a leitura e a mensagem do texto poético, belo nos versos, na rima e ritmo com uma intenção de o leitor ver quão é importante o sertão e toda a vida lá."


(Emanuel Carvalho - escritor)





quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

9º lugar no VIIº CONCURSO POESIARTE 2013


*Nome: Jussara Godinho.
*Poesia: Viceje!
*Cidade que representa: Caixas do Sul/RS.
*Pseudônimo: Flor Bela.
*Pontuação: 385 pontos.


-Veja a poesia, que ficou em 9º lugar no VIIº CONCURSO POESIARTE:



Viceje!

Viva o Verde verdejante
Viva a Vida vivida
Vívidos!
Porque do verde
Depende a vida.
Verdes vales e ramas!
Berço dos ninhos
Das “aves tagarelas”
nas “Velhas Árvores” de Bilac.

Raiz da primavera
De flores belas
Colírio dos olhos
Colorindo o ar
Abrigo... Refresco...
Do homem, bicho
Da seda, das feras
Namorados dos ventos
Descanso dos rios
Descaso dos homens-bicho
Que os aprisionam
Nas celas
De suas ganâncias.
Enjaulam-se
nas suas ignorâncias
E se esquecem
De cuidar de quem
Nunca deles se descuidou.

Ignoram a importância
Do viver do verde
Do verde, do viver.
Espancam a natureza
E me fazem chamar
Florbela Espanca
Para ajudar a clamar:
“Árvores! Corações, almas que choram
Almas iguais à minha, almas que imploram...

E tu?
O que vais fazer?

(Pseudônimo: Flor Bela)



*Comentário da jurada Cris Dakinis de São Pedro da Aldeia/RJ:

"Ritmo, qualidade intertextual e ótimas imagens."

(Cris Dakinis - escritora)


*Comentário do jurado Emanuel Carvalho de Natal/RN:

"Muito boa a leitura, como leitor tenho certeza que muita gente vai gostar de ler e reler, pois transmitiu no texto uma adorável poesia e mensagem. A minha alma agradece a exuberância poética."

(Emanuel Carvalho - escritor)




quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

10º lugar no VIIº CONCURSO POESIARTE 2013


*Nome: David Henrique.
*Poesia: Futuro da Vida Arbórea.
*Cidade que representa: Belo Jardim/PE.
*Pseudônimo: Curumim Silvícola.
*Pontuação: 384 pontos.


-Veja a poesia, que ficou em 10º lugar no VIIº CONCURSO POESIARTE:


Futuro da Vida Arbórea

Na árvore da vida
Habita a diversidade
Cheia positividade
À esperança perdida.

Tem um galho recheado
De folhinhas bondosas
Que têm todo cuidado
Com virtudes frondosas.

Profundas preservações
Das raízes no solo fundo
Preservam-se de ações
Negligentes, pelo mundo.

O grande tronco forte
Sustentou a habilidade
Da mão que faz o corte
Anti-sustentabilidade.

E os frutos deste progresso
Eco-nômico e devastador
Espalhará gritos de horror
Da última planta em verso.

(Pseudônimo: Curumim Silvícola)



*Comentário feito pelo jurado Fernando Aires de São Paulo/SP:


"Pelo que compreendi, o poeta retrata como “árvore da vida”, toda a nossa riqueza ecológica, ainda restante, sendo “os galhos recheados de folhinhas bondosas / que tem todo cuidado com virtudes frondosas”, uma alusão às futuras gerações, aos jovens que aprendem ainda criança a cuidar da natureza, entendendo sua importância para a vida. Quando em nome do progresso, não houver mais condições mínimas à sobrevivência, o homem entenderá tardiamente o seu valor. Lembrou-me de certa forma, o poema de Olavo Bilac, “Velhas Árvores”."


(Fernando Aires - jornalista)


*Comentário feito pelo jurado Emanuel Carvalho de Natal/RN:


"Um poema gostoso de ler, o vocabulário é bem positivo com uma verdade fiel na mensagem."


(Emanuel Carvalho - escritor)