"Só com a leitura um povo pode se tornar forte em sua cultura." (Rodrigo Poeta)

domingo, 20 de abril de 2008

10°lugar no I° Concurso POESIARTE.


- 10°lugar no I° Concurso POESIARTE.
- Nome:Nita V. Aguiar
.
- Cidade em que representa: Xambioá-TO.
- Atividade: Poeta.



- 10°lugar com o poema:

Ouro do cerrado

Sob o sol do Tocantins,
pairam no ar aves diversas,
raios luminosos, parecem refletir
os mistérios da criação divina...

De longe, avista-se antigo vilarejo,
antigos casebres, onde, as pernas do sol
penetram pelas frestas...
antigos moradores,aparentemente, cotidianamente, "felizmente felizes"...
desejosos de algum veneno anti-monotonia,
que seja chocolate e cure a ferida dos dias...

Querubins meninos,
camponeses adultos,
caminham em corda bamba
até o limite do sonho,
quem dera, além Jalapão...

Sua comprida e pérfida esperança,
não soube da estrela do céu,
realizadora de sonhos juntos sonhados...
camponeses amados,
não sabem que o destino é um jardim dourado...

Presente dos céus,
paraíso, quase, intocado...
da força da terra, novo horizonte,
límpida alegria. Desponta verde capim,
pela luz divinal, transformado...

Iluminados por novas experiências,
rumo ao progresso, o habilidoso artesão,
tece fios de seda, no raro capim dourado,
só encontrado, no cerrado preservado...

O que dele em mim vive,
oferece uma face de enigma,
a realidade oculta, em forma de sonho,
dessa esfera cultural onde o corpo habita...
cogita, degustar o saboroso chocolate Argentino,
fruto do lucrativo famoso capim dourado...

(Poeta Nita V. Aguiar)

sábado, 19 de abril de 2008

9°lugar no I° Concurso POESIARTE.


- 9°lugar no I° Concurso POESIARTE.
- Nome:
Inês Martins.
- Cidade em que representa: Goiânia-GO .
- Atividades: Poeta e professora.

- 9° lugar com o poema:

Soluços do vento...

Um som me chega
Em uma calma aparente,
Chega como se quisesse me mostrar o acaso...
A calma aparente dos dedos, que escondidos tremem...

Um som me chega...
Se aconchega no peito, pára...
Treme, ao longo, todo o corpo...
Um som, um amor e uma estrada...

Um som me toca, com seus dedos ávidos de poema inacabado...
Um som me sorri em versos nunca dantes declamados,
Mas é só um som,
Que pode ser uma moça num ônibus sem destino...
Um moço pensando nela em desatinos...
Uma saudade do passado...
Um amor passageiro...
Presságios...

E a música se renova, lenta...
Calma, como a doce palavra pensada...

Olha a música...
Sente o vento...
Sente a minha chegada...
Meu corpo quente e Incerto de poesia vívida guardada...

Sente a música...
Ouve o vento...
A melodia vívida das suas palavras...

Ouve a música...
Vê o vento...
Derrubar as folhagens antigas
E fazer brotar novas

Chegadas...

Respira a música...
Pega o vento
E vê que nas suas mãos ele foge...
Medroso...
Desavisado...

Corre a música...
Deixa o vento
E me abraça, desavisado...

São soluços, homem!
Do vento...
De saudade...


(Poeta Inês Martins)

domingo, 13 de abril de 2008

8°lugar no I° Concurso POESIARTE.


- 8°lugar no I° Concurso POESIARTE.
- Nome:
Humberto Golfieri Jr.
- Natural de Ribeirão do Pinhal-PR.
- Cidade em que representa: Cascavel-PR.
-Data de nascimento: 18 de novembro de 1960.
- Atividades: Poeta e médico.

- 8° lugar com o poema:


*Foto de Eddie Esteves.


SONETO AO IMPERADOR


Minha choupana é meu palácio de cristal,
Ornada em barro ... por sapé sendo coberta,
Exemplo único de nobre arquitetura colonial,
Sem janelas e de porta sempre aberta.

Minha choupana é meu próprio Taj Mahal,
Onde hospedo minha Rainha ... que certa,
Traz consigo nosso séqüito fraternal,
Não é uma, nem duas ... são dez bocas abertas!

Carrego comigo minha própria carruagem,
Dando folga aos cavalos, eu mesmo a puxo,
Tendo o lixo reciclável por bagagem.



Fim do dia ... sendo eu o Imperador,
No banquete ... cheiroso arroz com bucho,
Esse é meu reino ... Favela do Redentor!


(Poeta Humberto Golfieri Jr.)


quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

7°lugar no I° Concurso POESIARTE.


- 7°lugar no I° Concurso POESIARTE.
- Nome: Júlio Sampietro.
- Natural de Piratininga-SP.
- Cidade em que representa: Curitiba-PR.

- Data de nascimento:25 de maio de 1943.
- Atividades: Poeta e escritor.


- 7° lugar com o poema:


"O ESPANTALHO PROTETOR"

Olhava firme o horizonte
Com seu corpinho de palha
Quando ouviu de repente
Um zunzum de farfalha

Era a fome da passarada
Indo às copas e ao canteiro.
Tendo fruta amadurada
Era estrago por inteiro

Desceu ele, do madeiro
Andando bem sorrateiro
Curvando espinha e joelho
Foi pegar um grande espelho

Olhou então, para o Céu,
Com muita astúcia e a fim,
Esse tal cabeça de capim
Focou no espelho, o Sol.

O astro-rei refletia
Um brilho rude e fatal.
Cada ave que caía
Era uma vitória total.

O espantalho se vingava
Do invasor que o mangava.
Vindos de outro matagal
Até aos frutos do quintal.

Ria tanto o desengonçado
Ao ver o infrator debandado.
Ria tanto que a orelha
Fazia da boca, parelha.

Assim que espantou o invasor
Subia de volta ao cruzeiro
Nosso espantalho protetor
Que nada tinha de hospitaleiro.


(Poeta Júlio Sampietro)

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

6°lugar no I° Concurso POESIARTE.

- 6°lugar no I° Concurso POESIARTE.
- Nome: Flavio Dario Pettinichi.
- Naturalidade argentina.
- Cidade em que representa: Cabo Frio-RJ.

- Data de nascimento:18 de outubro de 1961.
- Atividades: Poeta e artista plástico.

- Um pouco sobre Flavio Pettinichi:

Cria e expõe desde os 13 anos.

1984 – trabalha como desenhista para o jornal “Nosso Tempo”-Foz do Iguaçu – (é

seqüestrado pela policia Civil e Militar e torturado, sem nenhuma acusação).

1986-89 Mora em Curitiba realiza esculturas em ouro e prata.

1991-Trabalhou como voluntário em varias oportunidades para escolas carentes,

No mesmo período dirigiu um media metragem (vídeo) Para um internato de menores

com problemas judiciais.

1991-97-Nos últimos seis anos trabalha no projeto Ecoart, onde procura unificar

através de materiais não convencionais o ato de criar e a consciência ecologica

Coordena é expõe nos anos 96-97-98 a ECOART em Mar del Plata (argentina)

Participa de mostras coletivas e Individuais Coordena a Expotango Mar del Plata.

2000-Realiza na praça Santos Dumont a mostra “Africa a idade do Ferro”

(mascaras e esculturas em ferro reciclado) Búzios.

2001-Retrospectiva de desenhos no espaço cultural Maria Ziza (‘Búzios).

Atualmente dirige (como voluntário) o Grupo de Teatro da Creche B. Wraigt

(Manguinhos - Búzios).

2001-2004-Colabora como desenhista no jornal ‘O siri na lata ““

Desenhista (atual) do jornal Armação dos Búzios.

2004 -1° premio Festival de vídeos Amadores (Búzios).

2004- Exposição individual “Quixotes” (Cabo Frio).

2004 – Exposição Individual Centro Cultural Justiça Federal no Rio de Janeiro-RJ.

2005 – 2 Esculturas permanentes são colocadas no centro da cidade de Cabo Frio.

2004 – 2007 – Exposições Coletivas.

2006 -2007 - realiza em Santa em Santa Leopoldina ( Espírito Santo) a exposição “Cores Leopoldinenses”.

2004 – 2007 -Realizador dos Troféus para o Festival de esquetes de Cabo Frio

2005 -2007 – realiza 8 Filmes curtas-metragens independentes e experimentais.

2007-Exposição Individual em Araruama.

2007-Atualmente faz parte da diretória da Associação Cultural TRIBAL

(coordena o núcleo de Cinema).

Faz parte da coordenação do Ciclo de Leitura da Tribal (vento voltado para a

Literatura).

Nunca publicou as suas Poesias (sendo a primeira vez que manda para um concurso).

Atualmente trabalha em vários projetos voltados para a inserção social em áreas

carentes.

*"Janaína na Janela" - Quadro de Claudia Simões de 2002.

- 6° lugar com o poema:

“ HOJE ENCONTREI ”

Hoje encontrei meus olhos ausentes
fora de mim , na abstração dos sentidos.
Estavam por assim dizer, cegos , longe,
Desorbitados de espaços,de cosmos.

Percebi no tato ,a raiva , nua, estranha,
Absorvi o ar perfumado do riso ,andei.
Percorri minhas tristezas, trilhei as angústias
Explorei os campos do teu amor ausente.

Na intercessão das águas detive-me,
tua mão arrepiam os corais em chamas.
Nas rochas abissais esculpi minhas pupilas
para ver o fundo do teu mar alucinado.

Continentes achei no lilás da tua alma
Entre nuvens e trovões colhi a esmeralda.
Minhas mãos queimaram ao sentir a flama
e semearam sonhos que nunca acabam.

Recolhi meus olhos empoeirados de duvidas
Orbitei as palavras que foram lançadas
Deixei a bengala das estrofes urdidas
Pois meu olhar só procura a tua mirada.

(Flavio Pettinichi)

terça-feira, 16 de outubro de 2007

5°lugar no I° Concurso POESIARTE.

- 5°lugar no I° Concurso POESIARTE.
- Nome: Laudimeyre Rodrigues Carvalho (Meyre Carvalho Marques – Mey Mey).
- Natural: Brasília-DF.
- Cidade em que representa: Armação dos Búzios-RJ.

- Data de nascimento: 17 de janeiro de 1963.
- Atividades: Jornalista, empresária e poeta.

- Um pouco sobre Meyre Carvalho Marques:

Poetisa, jornalista e empresária de turismo náutico e marinheira em Armação dos Búzios, acaba imprimindo no marketing da empresa, sua verve poética.
Meyre Carvalho Mey Mey (Marques de casamento), Laudimeyre Rodrigues Carvalho, 44 anos, nasceu no dia 17 01 1963, em uma promessa de cidade e de futuro promissor chamada Brasília.

Faz parte da primeira geração da mais nova capital do país. Filha de numerosa família nordestina que chegou à cida
de para ajudar a construí-la.

Em 1982, estudou Civilização Francesa na Universidade Sorbonne e, paralelamente, escultura com modelos vivos na Escola Henry IV, em Paris. Mas a poesia falou sempre mais alto.
Escreve desde os 11 anos de idade, espaçada ou fervorosamente impulsionada pela música e Monteiro Lobato.
Adorava bibliotecas públicas. Foi aí também que esc
olheu a profissão de jornalista.

Com o mesmo poema de título “Cabra-da-Peste”, foi duas vezes premiada recentemente com o Prêmio Carlos Drummond de Andrade 2007 SESC DF e no I° Concurso POESIARTE com o apoio do Jornal O Popular da Costa do Sol de Iguaba-RJ,realizado pelo professor e poeta Rodrigo Poeta.

Sobre ele, Meyre diz:
“Em Cabra-da-Peste fui iluminada. Saiu como se tivesse cuspido o fogo e a força da mulher nordestina.”

Principalmente quando se nasce e se cria em Brasília, cidade que acolheu um novo Brasil.
Seus livros:
Desabafo, aos 17 anos.

Flor Roxa, aos 21 anos ilustrado por Marcelo Marques e,
aos 24, Janelas, Nem tão Secretas Assim, com ilustração de ângela Regina.
O Autor da apresentação da escritora, o escritor e membro da Academia Goiana de Letras, Brasigóis Felício, e de Ignácio de Loyola Brandão, que faz um comentário especial sobre a Mey na contracapa.

Para Brasigóis, há que se ler Meyre como ela
é de verdade, que escreve sem se preocupar com regras, nem movida pela superação da angústia do ineditismo, e que não está para a poesia como quem busca livrar-se de conflitos e angústias do psiquismo.
Tem linguagem e ambição de aprofundar-se nos mistérios da expressão poética, e não lhe falta sensibilidade, paixão e zelo nessa sua jornada de Sísifo.
“A leitura atenta fez-me ver que não é vã e nem superficial a sua fala.
Nem perca tempo o "leitor-borboleta” (superficial). Que outros sintam, como senti, a tessitura das suas emoções, e a
doação (sangrando) de sua humana e viva palavra”, derrete-se o escritor e poeta goiano..

Já o escritor Ignácio de Loyola Brandão, citou sua percepção sobre a autora:
-O que me tocou é que há pouca literatura sobre e de Brasília.
Daí o meu interesse pelos cantos de Meyre Carvalho à cidade.
Uma série de poemas amorosos, quase eróticos, bastante sensuais e que me emocionaram.


*Foto de Adenor Gondim.

- 5° lugar com o poema:

“Cabra-da-Peste”

Larguei meu Centro-Oeste, as Gerais e o Nordeste
O “s” sibilado, o uai e bons repentes
Deixei as ruas largas, de andar de “trem” e de montar em jegue
Larguei o milho, a garapa com pastel e a paçoca
O sacolé, a rapadura, o bule de café
Rompi com o carreteiro, o baião e o feijão tropeiro
“Deslambi” o frango, o porco e o calango primo-primeiro
Não levei minha matula, nem as cascas de laranja secas
Para ajudar na digestão
Não esqueci do cão sem alça e sem linhagem
E razão também dessa versão
Mas trouxe mesmo a peixeira, um ruge de cor faceira
E cheiro de colônia para a comunhão
Sem esquecer do passaporte das rendeiras
Bem agarrados à bainha das minhas calças
Que pra no ato de encontrar cabra-da-peste
Vou na hora mostrar, seja no fio da minha faca
Ou no cabo suado da minha enxada
Que sou mulher no Sul, no Nordeste e no Centro-Oeste
E não vou ser menos no Sudeste!

(Meyre Carvalho Marques)

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

4°lugar no I° Concurso POESIARTE.


- 4°lugar no I° Concurso POESIARTE.
- Nome: Paulo Barbosa Alves.
- Natural: São Paulo-SP.
- Cidade em que representa: Campos dos Goytacazes-RJ.
- Data de nascimento: 21 de junho de 1978.

- Atividades:Advogado e poeta.



"Bom vento, bom barco" quadro de Claudia Simões.

- 4°lugar com o poema:

“Aquarela”

Às tranças que o sol entorna
O horizonte mergulha
Nas anáguas do vestido.

E o vento vigia
Com lábios salgados
O sexo da praia.

Na pancada das águas
O diálogo das dúvidas litorâneas
E um rugir na garganta
A soluçar semifusas.

E o mar avança
Sobre o repouso das ondas
O sonho narcótico das jangadas.

Arquitetônica marinha que se espuma
O seu riso é azul
Como um canteiro de afogados,
Em cuja lâmina do choro arterial
Brotam avencas e redemoinhos.

Diante do recuo
Na eloqüência da correnteza,
Sobrenadam seus olhos
(estribilhos de arquipélagos)

E o plenilúnio respira
Um projétil calcário
Na ressonância percorrida dos seus versos.

Ancorados nas pálpebras da noite
Um refletir de vozes sonolentas
Vem fisgar o discurso do seu corpo.

Na colheita cansada da garoa
O céu lhe foge a sede que é distante:
Tentáculo extremo do dilúvio
Sintaxe de mormaços escafandros
Análise combinatória do oceano
No gole tributário do seu gozo.

(Paulo Barbosa Alves)