"Só com a leitura um povo pode se tornar forte em sua cultura." (Rodrigo Poeta)

domingo, 13 de abril de 2008

8°lugar no I° Concurso POESIARTE.


- 8°lugar no I° Concurso POESIARTE.
- Nome:
Humberto Golfieri Jr.
- Natural de Ribeirão do Pinhal-PR.
- Cidade em que representa: Cascavel-PR.
-Data de nascimento: 18 de novembro de 1960.
- Atividades: Poeta e médico.

- 8° lugar com o poema:


*Foto de Eddie Esteves.


SONETO AO IMPERADOR


Minha choupana é meu palácio de cristal,
Ornada em barro ... por sapé sendo coberta,
Exemplo único de nobre arquitetura colonial,
Sem janelas e de porta sempre aberta.

Minha choupana é meu próprio Taj Mahal,
Onde hospedo minha Rainha ... que certa,
Traz consigo nosso séqüito fraternal,
Não é uma, nem duas ... são dez bocas abertas!

Carrego comigo minha própria carruagem,
Dando folga aos cavalos, eu mesmo a puxo,
Tendo o lixo reciclável por bagagem.



Fim do dia ... sendo eu o Imperador,
No banquete ... cheiroso arroz com bucho,
Esse é meu reino ... Favela do Redentor!


(Poeta Humberto Golfieri Jr.)


quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

7°lugar no I° Concurso POESIARTE.


- 7°lugar no I° Concurso POESIARTE.
- Nome: Júlio Sampietro.
- Natural de Piratininga-SP.
- Cidade em que representa: Curitiba-PR.

- Data de nascimento:25 de maio de 1943.
- Atividades: Poeta e escritor.


- 7° lugar com o poema:


"O ESPANTALHO PROTETOR"

Olhava firme o horizonte
Com seu corpinho de palha
Quando ouviu de repente
Um zunzum de farfalha

Era a fome da passarada
Indo às copas e ao canteiro.
Tendo fruta amadurada
Era estrago por inteiro

Desceu ele, do madeiro
Andando bem sorrateiro
Curvando espinha e joelho
Foi pegar um grande espelho

Olhou então, para o Céu,
Com muita astúcia e a fim,
Esse tal cabeça de capim
Focou no espelho, o Sol.

O astro-rei refletia
Um brilho rude e fatal.
Cada ave que caía
Era uma vitória total.

O espantalho se vingava
Do invasor que o mangava.
Vindos de outro matagal
Até aos frutos do quintal.

Ria tanto o desengonçado
Ao ver o infrator debandado.
Ria tanto que a orelha
Fazia da boca, parelha.

Assim que espantou o invasor
Subia de volta ao cruzeiro
Nosso espantalho protetor
Que nada tinha de hospitaleiro.


(Poeta Júlio Sampietro)

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

6°lugar no I° Concurso POESIARTE.

- 6°lugar no I° Concurso POESIARTE.
- Nome: Flavio Dario Pettinichi.
- Naturalidade argentina.
- Cidade em que representa: Cabo Frio-RJ.

- Data de nascimento:18 de outubro de 1961.
- Atividades: Poeta e artista plástico.

- Um pouco sobre Flavio Pettinichi:

Cria e expõe desde os 13 anos.

1984 – trabalha como desenhista para o jornal “Nosso Tempo”-Foz do Iguaçu – (é

seqüestrado pela policia Civil e Militar e torturado, sem nenhuma acusação).

1986-89 Mora em Curitiba realiza esculturas em ouro e prata.

1991-Trabalhou como voluntário em varias oportunidades para escolas carentes,

No mesmo período dirigiu um media metragem (vídeo) Para um internato de menores

com problemas judiciais.

1991-97-Nos últimos seis anos trabalha no projeto Ecoart, onde procura unificar

através de materiais não convencionais o ato de criar e a consciência ecologica

Coordena é expõe nos anos 96-97-98 a ECOART em Mar del Plata (argentina)

Participa de mostras coletivas e Individuais Coordena a Expotango Mar del Plata.

2000-Realiza na praça Santos Dumont a mostra “Africa a idade do Ferro”

(mascaras e esculturas em ferro reciclado) Búzios.

2001-Retrospectiva de desenhos no espaço cultural Maria Ziza (‘Búzios).

Atualmente dirige (como voluntário) o Grupo de Teatro da Creche B. Wraigt

(Manguinhos - Búzios).

2001-2004-Colabora como desenhista no jornal ‘O siri na lata ““

Desenhista (atual) do jornal Armação dos Búzios.

2004 -1° premio Festival de vídeos Amadores (Búzios).

2004- Exposição individual “Quixotes” (Cabo Frio).

2004 – Exposição Individual Centro Cultural Justiça Federal no Rio de Janeiro-RJ.

2005 – 2 Esculturas permanentes são colocadas no centro da cidade de Cabo Frio.

2004 – 2007 – Exposições Coletivas.

2006 -2007 - realiza em Santa em Santa Leopoldina ( Espírito Santo) a exposição “Cores Leopoldinenses”.

2004 – 2007 -Realizador dos Troféus para o Festival de esquetes de Cabo Frio

2005 -2007 – realiza 8 Filmes curtas-metragens independentes e experimentais.

2007-Exposição Individual em Araruama.

2007-Atualmente faz parte da diretória da Associação Cultural TRIBAL

(coordena o núcleo de Cinema).

Faz parte da coordenação do Ciclo de Leitura da Tribal (vento voltado para a

Literatura).

Nunca publicou as suas Poesias (sendo a primeira vez que manda para um concurso).

Atualmente trabalha em vários projetos voltados para a inserção social em áreas

carentes.

*"Janaína na Janela" - Quadro de Claudia Simões de 2002.

- 6° lugar com o poema:

“ HOJE ENCONTREI ”

Hoje encontrei meus olhos ausentes
fora de mim , na abstração dos sentidos.
Estavam por assim dizer, cegos , longe,
Desorbitados de espaços,de cosmos.

Percebi no tato ,a raiva , nua, estranha,
Absorvi o ar perfumado do riso ,andei.
Percorri minhas tristezas, trilhei as angústias
Explorei os campos do teu amor ausente.

Na intercessão das águas detive-me,
tua mão arrepiam os corais em chamas.
Nas rochas abissais esculpi minhas pupilas
para ver o fundo do teu mar alucinado.

Continentes achei no lilás da tua alma
Entre nuvens e trovões colhi a esmeralda.
Minhas mãos queimaram ao sentir a flama
e semearam sonhos que nunca acabam.

Recolhi meus olhos empoeirados de duvidas
Orbitei as palavras que foram lançadas
Deixei a bengala das estrofes urdidas
Pois meu olhar só procura a tua mirada.

(Flavio Pettinichi)

terça-feira, 16 de outubro de 2007

5°lugar no I° Concurso POESIARTE.

- 5°lugar no I° Concurso POESIARTE.
- Nome: Laudimeyre Rodrigues Carvalho (Meyre Carvalho Marques – Mey Mey).
- Natural: Brasília-DF.
- Cidade em que representa: Armação dos Búzios-RJ.

- Data de nascimento: 17 de janeiro de 1963.
- Atividades: Jornalista, empresária e poeta.

- Um pouco sobre Meyre Carvalho Marques:

Poetisa, jornalista e empresária de turismo náutico e marinheira em Armação dos Búzios, acaba imprimindo no marketing da empresa, sua verve poética.
Meyre Carvalho Mey Mey (Marques de casamento), Laudimeyre Rodrigues Carvalho, 44 anos, nasceu no dia 17 01 1963, em uma promessa de cidade e de futuro promissor chamada Brasília.

Faz parte da primeira geração da mais nova capital do país. Filha de numerosa família nordestina que chegou à cida
de para ajudar a construí-la.

Em 1982, estudou Civilização Francesa na Universidade Sorbonne e, paralelamente, escultura com modelos vivos na Escola Henry IV, em Paris. Mas a poesia falou sempre mais alto.
Escreve desde os 11 anos de idade, espaçada ou fervorosamente impulsionada pela música e Monteiro Lobato.
Adorava bibliotecas públicas. Foi aí também que esc
olheu a profissão de jornalista.

Com o mesmo poema de título “Cabra-da-Peste”, foi duas vezes premiada recentemente com o Prêmio Carlos Drummond de Andrade 2007 SESC DF e no I° Concurso POESIARTE com o apoio do Jornal O Popular da Costa do Sol de Iguaba-RJ,realizado pelo professor e poeta Rodrigo Poeta.

Sobre ele, Meyre diz:
“Em Cabra-da-Peste fui iluminada. Saiu como se tivesse cuspido o fogo e a força da mulher nordestina.”

Principalmente quando se nasce e se cria em Brasília, cidade que acolheu um novo Brasil.
Seus livros:
Desabafo, aos 17 anos.

Flor Roxa, aos 21 anos ilustrado por Marcelo Marques e,
aos 24, Janelas, Nem tão Secretas Assim, com ilustração de ângela Regina.
O Autor da apresentação da escritora, o escritor e membro da Academia Goiana de Letras, Brasigóis Felício, e de Ignácio de Loyola Brandão, que faz um comentário especial sobre a Mey na contracapa.

Para Brasigóis, há que se ler Meyre como ela
é de verdade, que escreve sem se preocupar com regras, nem movida pela superação da angústia do ineditismo, e que não está para a poesia como quem busca livrar-se de conflitos e angústias do psiquismo.
Tem linguagem e ambição de aprofundar-se nos mistérios da expressão poética, e não lhe falta sensibilidade, paixão e zelo nessa sua jornada de Sísifo.
“A leitura atenta fez-me ver que não é vã e nem superficial a sua fala.
Nem perca tempo o "leitor-borboleta” (superficial). Que outros sintam, como senti, a tessitura das suas emoções, e a
doação (sangrando) de sua humana e viva palavra”, derrete-se o escritor e poeta goiano..

Já o escritor Ignácio de Loyola Brandão, citou sua percepção sobre a autora:
-O que me tocou é que há pouca literatura sobre e de Brasília.
Daí o meu interesse pelos cantos de Meyre Carvalho à cidade.
Uma série de poemas amorosos, quase eróticos, bastante sensuais e que me emocionaram.


*Foto de Adenor Gondim.

- 5° lugar com o poema:

“Cabra-da-Peste”

Larguei meu Centro-Oeste, as Gerais e o Nordeste
O “s” sibilado, o uai e bons repentes
Deixei as ruas largas, de andar de “trem” e de montar em jegue
Larguei o milho, a garapa com pastel e a paçoca
O sacolé, a rapadura, o bule de café
Rompi com o carreteiro, o baião e o feijão tropeiro
“Deslambi” o frango, o porco e o calango primo-primeiro
Não levei minha matula, nem as cascas de laranja secas
Para ajudar na digestão
Não esqueci do cão sem alça e sem linhagem
E razão também dessa versão
Mas trouxe mesmo a peixeira, um ruge de cor faceira
E cheiro de colônia para a comunhão
Sem esquecer do passaporte das rendeiras
Bem agarrados à bainha das minhas calças
Que pra no ato de encontrar cabra-da-peste
Vou na hora mostrar, seja no fio da minha faca
Ou no cabo suado da minha enxada
Que sou mulher no Sul, no Nordeste e no Centro-Oeste
E não vou ser menos no Sudeste!

(Meyre Carvalho Marques)

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

4°lugar no I° Concurso POESIARTE.


- 4°lugar no I° Concurso POESIARTE.
- Nome: Paulo Barbosa Alves.
- Natural: São Paulo-SP.
- Cidade em que representa: Campos dos Goytacazes-RJ.
- Data de nascimento: 21 de junho de 1978.

- Atividades:Advogado e poeta.



"Bom vento, bom barco" quadro de Claudia Simões.

- 4°lugar com o poema:

“Aquarela”

Às tranças que o sol entorna
O horizonte mergulha
Nas anáguas do vestido.

E o vento vigia
Com lábios salgados
O sexo da praia.

Na pancada das águas
O diálogo das dúvidas litorâneas
E um rugir na garganta
A soluçar semifusas.

E o mar avança
Sobre o repouso das ondas
O sonho narcótico das jangadas.

Arquitetônica marinha que se espuma
O seu riso é azul
Como um canteiro de afogados,
Em cuja lâmina do choro arterial
Brotam avencas e redemoinhos.

Diante do recuo
Na eloqüência da correnteza,
Sobrenadam seus olhos
(estribilhos de arquipélagos)

E o plenilúnio respira
Um projétil calcário
Na ressonância percorrida dos seus versos.

Ancorados nas pálpebras da noite
Um refletir de vozes sonolentas
Vem fisgar o discurso do seu corpo.

Na colheita cansada da garoa
O céu lhe foge a sede que é distante:
Tentáculo extremo do dilúvio
Sintaxe de mormaços escafandros
Análise combinatória do oceano
No gole tributário do seu gozo.

(Paulo Barbosa Alves)

sábado, 22 de setembro de 2007

3°lugar no I° Concurso POESIARTE.


- 3°lugar no I° Concurso POESIARTE.
- Nome: Kátia Alves Dias Mattos Drummond (Kátia Drummond).
- Natural: Salvador-BA.
- Cidade em que representa: Sintra – Portugal.
- Data de nascimento: 26 de março de 1954.

- Atividades: Poeta, socióloga/urbanista, consultora de marketing e escritora.

- Um pouco sobre Kátia Drummond:

Kátia Alves Dias Mattos Drummond. Nome artístico: Kátia Drummond. Brasileira, natural de Salvador, Bania, Brasil. Mora em Sintra, Portugal. Casada com o designer gráfico Cláudio Paulo. Mãe de Brisa Drummond Sjöelin (Publicitária/Suécia), de Sávio Drummond (Biólogo, Poeta, Baixista, Compositor e Cantor/BR), e de “André Bernard” Drummond (Violonista, Arranjador, Compositor e Cantor/BR).

Descende do poeta Antônio de Castro Alves, e compõe uma família de artistas e intelectuais: os escritores Ariovaldo Matos, Almir Matos, Edilene Matos, Fred Matos, Affonso Manta Alves Dias; e o reconhecido filósofo marxista, Giocondo Gerbase Dias.

Kátia Drummond foi pianista clássica, e venceu vários festivais musicais/MPB, com peças como: “Rancho P’ra Quem Vem de Fora”, “Anjo À-toa”, "Encontro", dentre outras. Fundadora e integrante do Grupo Musical “Agonia e Êxtase”. Estudou e trabalhou em Paris, onde cantou (Discophage/Rue des Écoles), com vários músicos, a exemplo de Marcelo Melo/Quinteto Violado. Parceira dos músicos Dércio Marques, Tamir Drummond, Sávio Drummond, dentre outros.

Obras Poéticas:

• “Lucidez Profana/”Poemas. Selo Editorial Letras da Bahia.

• “Exército de Anjos”/Poemas. Selo Editorial Letras da Bahia.

• “Lotus Vermelho/Poemas”. Com apresentação do Lama Padma Samten. Alusão ao Budismo Tibetano do qual é estudiosa e seguidora.

• "Asas de Imaginação"/Poemas. A ser editado.

• “A Senda do Ser.” Conto fantástico, também para cinema. A ser editado.

• “Buda Sou Eu”, de iniciação ao Budismo, numa leitura dialético-sociológica.

• "Fado Brasileiro". Poemas escritos em Portugal. A ser editado.

Obras Técnicas:

• "Marketing Eleitoral. Planejamento e Ação". Salvador, Bahia, BR. Editora Ruido Rosa.

Kátia Drummond é a primeira mulher brasileira a escrever uma obra dessa natureza.

• "Marketing Turístico e Cultural no Amazonas". Manaus, Amazonas, Brasil.

• "CEFORH – O Desenvolvimento Sustentável. Ajudando a Construir o Novo Amapá". Macapá, Amapá, Brasil.

Atividades Profissionais:

• Socióloga. Consultora de Marketing. Copywriter e Webwriter. Com atuação em diversos Órgãos Governamentais e Empresas Privadas no Brasil e em outros países.

• Implantou o "1º Curso de Extensão: “Marketing Eleitoral. Planejamento e Ação, na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas/Universidade Federal da Bahia-Brasil. Com base na obra da sua autoria, com o mesmo nome: “Marketing Eleitoral. Planejamento e Ação".


Atividades na Europa:

• Diretora de Comunicação e Marketing, Copywriter e Webwriter do estúdio: “Kátia Drummond & Cláudio Paulo Marketing + Design”. Sintra, Portugal.

• Consultora de Comunicação e Marketing, Copywriter e Webwriter da “FAR Publicidade e Promoções”. Monte Estoril, Cascais. Portugal.

• Correspondente, na Europa, da Revista Eletrônica “Cronópios".

• Representante, na Europa, juntamente com Brisa Drummond (Lund/Suécia), do violonista, compositor, arranjador e cantor André Bernard. E do biólogo, baixista, compositor e cantor Sávio Drummond.

Outras Participações:

• Membro da “Red de Acción de Amnistía Internacional".

• Membro do Movimento “Poetas del Mundo".

• Filiada à Socimpro. Salcador-Bahia, BR.

*Foto do Poeta Fernando Pessoa.

- 3°lugar com o poema:

“Lisboa”

[Para Fernando Pessoa, eterno Mestre. Em memória.]

Aqui, por onde sangra o Tejo,
a melancolia é mesmo tanta,
e a nostalgia emerge tão concreta,
que nem o rebuliço ruidoso dos jovens,
nem o ânimo incontido dos artistas,
sequer a lucidez profana dos poetas,
alcançam entender-te, transformar-te.

Aqui, por onde floram as primaveras
e brotam alegóricos cravos rubros,
as pessoas revelam-se tão incrédulas
que parecem viver a esperar fantasmas.
Taciturnas almas penadas…
Perpetuação dos tempos findos!

Prantos de pedras tragados pelo tempo.
Hoje... esculturas esculpidas no cais.

Aqui, por onde passam esquifes,
e as esperanças desvanecem,
eu, apenas eu, abraso-te, animo-te.
Posto que trago em mim
o espírito libertário das gaivotas.
E o coração a desatar-te amarras
e a purgar-te o inebriante banzo.

Poemas viscerais, guardados em garrafas,
submersos nas lágrimas salgadas do teu mar.

(Kátia Drummond)

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

2°lugar no I° Concurso POESIARTE.

- 2°lugar no I° Concurso POESIARTE.
- Nome: Sandro Donato Agripino (Sandro Colibri).
- Natural: São Paulo-SP.

- Cidade em que representa: São Paulo-SP.
- Data de nascimento: 09 de dezembro de 1971.
- Atividades: Auxiliar administrativo e poeta.


- Um pouco sobre Sandro Colibri:

- Passei a infância no município de Itaquaquecetuba-SP, onde comecei a escrever e participar dos concursos estudantis, atualmente residindo no bairro de Guaianases-SP, zona leste da capital.

- Inspiro-me na observação do comportamento humano, gosto do movimento louco da cidade.

- A leitura e a escrita tornou-se um habito e um passatempo, na via-crúcis diária do transporte coletivo.

- Publico meus textos nas comunidades do Orkut e no site Recanto das Letras.

- Depois de um longo período sem escrever e sem participar de concursos, voltei a fazê-lo através do incentivo e da parceria com a poetisa Fernanda Gui, no conjunto da obra, devo a ela as honrarias deste feliz retorno.

- Participação no CD: Poeta Vavá do Bixiga cantando e declamando o sertão (com letra “De fazendeiro a Peão”) 2006.

- Honra ao mérito e participação na antologia poética do X Concurso Nacional Menotti Del Pichhia 2003.

- 3º lugar no Concurso Estudantil de Poesias de Itaquaquecetuba 1989.

- 2ºlugar no Concurso Regional – Campanha Eletropaulo – Não solte Balões 1989.

*Imagem de Castro Alves.

- 2°lugar com o poema:

“Castro Alves visita a favela”

Cala o teu ego em meu espírito,

meu conspícuo Castro Alves,
pois teu negreiro ainda sussurra,
o açoite, a fome e outras mazelas.
Por que perturbas minha consciência?
Ouço teus passos adentrando na favela.

Voga tua poesia sobre este esgoto fétido,
a queimar-lhe as narinas,
sob o céu cinzento e em aberto.
Sob teus pés, a urina e o ranço,
de pelados e maltrapilhos;

dos herdeiros da casta marginalizada.

Clama do céu meu amigo poeta.
Roga com a beleza de teus versos,

ao teu povo tão amado e sofrido;
venha nova libertação.
Voga tua poesia silenciando o pranto,
entre as tábuas frias as lágrimas prostituídas.

Sossega teu ego em meu espírito,
enquanto adormeço fitando tua mão,

tristemente empunhando a pena.
Idos, cento e trinta e seis anos,
ainda ouves o tortuoso lamurio.

Voga tua poesia Castro Alves.

Vejo-te na favela, numa imensidão de barracos,
sobre o rastro do árduo batalhador
e dos comensais traficantes.

Vide a inocência desvanecida pelas armas,
pelo medo e pela falta de oportunidades
e voga em tua poesia, que a esperança prevaleça.

(Sandro Colibri)

*Imagem de uma favela.