"Só com a leitura um povo pode se tornar forte em sua cultura." (Rodrigo Poeta)

sábado, 12 de dezembro de 2009

14°lugar no III° Concurso POESIARTE



- 14°lugar no III° Concurso POESIARTE.
- Nome: Lúcia Helena de Almeida .
- Natural de Machado-MG .
- Data de nascimento: 2 de julho de 1955.
- Cidade em que representa: Machado-MG.
- Atividade: Professora, poeta e escritora.



- 14°lugar com poema:





ALITERADO

Poeta peregrino, parto procurando
Porto promissor, planícies planetárias
Plácidos planaltos, praias panorâmicas
Pregada placa: Proibido Proibir

Pessoas pródigas, paladinas, persistentes
Pindorama, paraíso perdido, proficiente
Primeiro pôr-do-sol, palmeiras, pasmaceiras
Pássaros prodigiosos, picos proeminentes

Paz premente, pureza prudente
Pranto penitente, paixão premente
Pecado perdoado, pensamento positivo
Partida postergada, peito patriótico

Primícias perfumadas, pináculos pretendidos
Poderosa potestade, perpétua, presciente
Palavras proféticas, profanas, perfeitas
Poesia profusa, paradoxo, plenitude



*Lúcia Helena de Almeida – Machado-MG.

*Pseudônimo: Papillon.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

13°lugar no III° Concurso POESIARTE



- 13°lugar no III° Concurso POESIARTE.
- Nome: José Gerlondson Carneiro de Almeida.
- Natural de Maceió-AL .
- Data de nascimento: 12 de julho de 1980 .
- Cidade em que representa: Maceió-AL.
- Atividade: Poeta.



- 13°lugar com poema:




Olhares Sentidos

Teu olhar,
único,singelo e doce,
ao encontrar com o meu, revela-me a parte
do grande desconhecido que sou.
Sou parte de um universo
[ indecifrável],
cheio de mistérios,
mas simples
como na invenção do amor.
Amar.
Amor?!
Sim!
Aquele que chega sem dizer e deixar rastros,
mas no relento do desconhecido
[Oculto],
transforma simples pedra em obra principal;
do rude, o mais romântico dos poetas.
O poeta,
impossívelmente,
na tentativa de descrever o que alguma vez sentiu,
perde-se e encontra-se nas palavras,
gerando em e para si o olhar do amor
que outrora o despediu.


*José Gerlondson Carneiro de Almeida Júnior - Maceió-AL.

*Pseudônimo: Geo Junior.

sábado, 28 de novembro de 2009

12°lugar no III° Concurso POESIARTE



- 12°lugar no III° Concurso POESIARTE.
- Nome: Eraldo Santos .
- Cidade em que representa: São Paulo-SP.




- 12°lugar com poema:


Crepúsculo

Depois de meio dia, caro, meia-noite,
teu torso enfim à minha janela espera,
minha carne enfim te encontra, aqui, ó fera,
fugido da senzala, livre do açoite!

Minha boca encontra o mármore núbio e cálido
o ocaso enfim revela a noite escura
o meu desejo rompe tu'alma pura
e a aurora chega; derrete o azul o ácido.

Meus lábios sugam tua pele nua
e enquanto o ébano balouça ao vento
meu deus, tu és meu deus, minha carne é tua.

Mas se teu feitor te atacas com açoite
e da terra úmida o sangue doce arqueja
é porque teu homem teme a escuridão da noite!


*Pseudônimo: Olinda.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

11°lugar no III° Concurso POESIARTE



- 11°lugar no III° Concurso POESIARTE.
- Nome: Mabelle R. de Sousa .
- Natural do Rio de Janeiro-RJ.
- Data de nascimento: 21 de julho de 1990 .
- Cidade em que representa: Arraial do Cabo-RJ.
- Atividades: Estudante e poeta.



- 11°lugar com poema:

O voou da Beija-flor

Eu tinha uma vida perfeita,
Mas, ela veio e destruiu tudo.
Levou meu bem precioso.
Eliminou nosso lindo futuro.

O tempo foi nos afastando,
Hoje estou sem forças,
Para lutar contra o mundo,
Estou pior que um moribundo.

Disseram-me que seria fácil,
Para eles, era ter o dever cumprido,
Mas, para mim é ter meu coração partido.
Eu deveria tê-los impedido!

Bombardeio, armas e aflição,
Não consigo mais sonhar,
A guerra é uma punição,
Não posso mais você amar.

Como puderam fazer isso comigo,
Estou aos poucos morrendo,
Meu coração está sangrando,
Minha alma está desfalecendo.

Envenenaram-me aos poucos,
Fizeram-me acreditar em mentiras,
Fizeram-me esperar,
Por alguém que ao meu lado não iria mais acordar.

Tudo que há de bom,
Em meu peito não mais ficou,
Espero então à morte,
Ao reler a carta que me enviou.

Com a alma em sangue vivo,
não consigo encontrar nenhum adjetivo,
Para estas suas últimas palavras cheias de fulgor,
Mas vou lê-las com todo ardor:

“Se eu não conseguir voltar,
não quero ver você chorar,
Sei que guarda-me em seu peito,
Meu amor mais-que perfeito.

Sinto seu cheiro em cada alvorecer,
Cada vez mais presente em meu ser,
Cada vez mais vivo em meu pensamento.
Cada vez mais forte, meu amor, meu acalento!

Essas foram suas últimas palavras de dor,
Último suspiro de amor,
Não posso mais me opor,
Voou para longe, meu beija-flor.

Ganhamos à guerra,
E eu o que ganhei?
Cinzas e terra,
Ao meu lado nem a lei.

Não pude tê-lo em meu colo,
Nos seus últimos momentos,
Em meus pés , só o solo,
E em minha alma só o sentimento.

É por isso que escrevo este poema,
pois com metade do coração,
Tento esquecer dos problemas,
Tento sair de uma ilusão.

A separação que transformou,
Cada gota de saudade em dor,
Hoje é a minha maior motivação,
Para escrever esta carta de amor."

*Mabelle R. de Sousa – Arraial do Cabo-RJ.

*Pseudônimo: Borboleta.


sábado, 21 de novembro de 2009

10°lugar no III° Concurso POESIARTE



- 10°lugar no III° Concurso POESIARTE.
- Nome: Raquel Fadel.
- Natural de Santa Rita do Passa Quatro-SP .
- Data de nascimento: 4 de maio de 1962.
- Cidade em que representa: São Carlos-SP.
- Atividades: Professora e poeta.




- 10°lugar com poema:

*Rosto de mulher de Dudu Nogueira em nanquim.


RETRATO EM NANQUIM

Com traços em nanquim
Eu te “aceitei” e sonhei...
E se fosse mais colorido,
Alegre e festivo?

Pensei em traços modernos,
Foi assim que eu o desenhei.
Investi nas telas e nos pincéis.
Pintaria o verão, nunca o inverno.

Anulei estações, misturei cores.
Transformei o real em ilusões,
Eram minhas essas impressões.

As suas, impressas em nanquim,
Lembraram-me do negro do inferno;
Não pude mudar-te enfim!

*Raquel Fadel – São Carlos-SP.
*Pseudônimo: Paixão.