- 13°lugar no III° Concurso POESIARTE. - Nome: José Gerlondson Carneiro de Almeida. - Natural de Maceió-AL . - Data de nascimento: 12 de julho de 1980 . - Cidade em que representa: Maceió-AL. - Atividade: Poeta.
- 13°lugar com poema:
Olhares Sentidos
Teu olhar,
único,singelo e doce,
ao encontrar com o meu, revela-me a parte
do grande desconhecido que sou.
Sou parte de um universo
[ indecifrável],
cheio de mistérios,
mas simples
como na invenção do amor.
Amar.
Amor?!
Sim!
Aquele que chega sem dizer e deixar rastros,
mas no relento do desconhecido
[Oculto],
transforma simples pedra em obra principal;
do rude, o mais romântico dos poetas.
O poeta,
impossívelmente,
na tentativa de descrever o que alguma vez sentiu,
perde-se e encontra-se nas palavras,
gerando em e para si o olhar do amor
que outrora o despediu.
*José Gerlondson Carneiro de Almeida Júnior - Maceió-AL.
- 12°lugar no III° Concurso POESIARTE. - Nome: Eraldo Santos . - Cidade em que representa: São Paulo-SP.
- 12°lugar com poema:
Crepúsculo
Depois de meio dia, caro, meia-noite, teu torso enfim à minha janela espera, minha carne enfim te encontra, aqui, ó fera, fugido da senzala, livre do açoite!
Minha boca encontra o mármore núbio e cálido o ocaso enfim revela a noite escura o meu desejo rompe tu'alma pura e a aurora chega; derrete o azul o ácido.
Meus lábios sugam tua pele nua e enquanto o ébano balouça ao vento meu deus, tu és meu deus, minha carne é tua.
Mas se teu feitor te atacas com açoite e da terra úmida o sangue doce arqueja é porque teu homem teme a escuridão da noite!
- 11°lugar no III° Concurso POESIARTE. - Nome: Mabelle R. de Sousa . - Natural do Rio de Janeiro-RJ. - Data de nascimento: 21 de julho de 1990 . - Cidade em que representa: Arraial do Cabo-RJ. - Atividades: Estudante e poeta.
- 11°lugar com poema:
O voou da Beija-flor
Eu tinha uma vida perfeita,
Mas, ela veio e destruiu tudo.
Levou meu bem precioso.
Eliminou nosso lindo futuro.
O tempo foi nos afastando,
Hoje estou sem forças,
Para lutar contra o mundo,
Estou pior que um moribundo.
Disseram-me que seria fácil,
Para eles, era ter o dever cumprido,
Mas, para mim é ter meu coração partido.
Eu deveria tê-los impedido!
Bombardeio, armas e aflição,
Não consigo mais sonhar,
A guerra é uma punição,
Não posso mais você amar.
Como puderam fazer isso comigo,
Estou aos poucos morrendo,
Meu coração está sangrando,
Minha alma está desfalecendo.
Envenenaram-me aos poucos,
Fizeram-me acreditar em mentiras,
Fizeram-me esperar,
Por alguém que ao meu lado não iria mais acordar.
Tudo que há de bom,
Em meu peito não mais ficou,
Espero então à morte,
Ao reler a carta que me enviou.
Com a alma em sangue vivo,
não consigo encontrar nenhum adjetivo,
Para estas suas últimas palavras cheias de fulgor,
Mas vou lê-las com todo ardor:
“Se eu não conseguir voltar,
não quero ver você chorar,
Sei que guarda-me em seu peito,
Meu amor mais-que perfeito.
Sinto seu cheiro em cada alvorecer,
Cada vez mais presente em meu ser,
Cada vez mais vivo em meu pensamento.
Cada vez mais forte, meu amor, meu acalento!
Essas foram suas últimas palavras de dor,
Último suspiro de amor,
Não posso mais me opor,
Voou para longe, meu beija-flor.
Ganhamos à guerra,
E eu o que ganhei?
Cinzas e terra,
Ao meu lado nem a lei.
Não pude tê-lo em meu colo,
Nos seus últimos momentos,
Em meus pés , só o solo,
E em minha alma só o sentimento.
É por isso que escrevo este poema,
pois com metade do coração,
Tento esquecer dos problemas,
Tento sair de uma ilusão.
A separação que transformou,
Cada gota de saudade em dor,
Hoje é a minha maior motivação,
Para escrever esta carta de amor."
- 10°lugar no III° Concurso POESIARTE. - Nome: Raquel Fadel. - Natural de Santa Rita do Passa Quatro-SP . - Data de nascimento: 4 de maio de 1962. - Cidade em que representa: São Carlos-SP. - Atividades: Professora e poeta.
- 10°lugar com poema:
*Rosto de mulher de Dudu Nogueira em nanquim.
RETRATO EM NANQUIM
Com traços em nanquim Eu te “aceitei” e sonhei... E se fosse mais colorido, Alegre e festivo?
Pensei em traços modernos, Foi assim que eu o desenhei. Investi nas telas e nos pincéis. Pintaria o verão, nunca o inverno.
Anulei estações, misturei cores. Transformei o real em ilusões, Eram minhas essas impressões.
As suas, impressas em nanquim, Lembraram-me do negro do inferno; Não pude mudar-te enfim!
*Raquel Fadel – São Carlos-SP. *Pseudônimo: Paixão.
- 9°lugar no III° Concurso POESIARTE. - Nome: Hélio José Déstro . - Natural de Guapuã (Cristais Paulista-SP). - Data de nascimento: 20/06/1935. - Cidade em que representa: São Paulo-SP. - Atividades: Poeta e escritor.
- 9°lugar com poema:
Declaração especial de amor a um ser fenomenal
Quero uma chuva de estrelas, para o meu capacete de pára raios.
O coração é uma pluma branca boiando.
Os sapatos asas de borboletas. A alma é um sopro de vento brando.
Meus braços são tentáculos, vão enrolar os sonhos em novelos.
Meu carrinho que roda...Que voa e...Navega.
Faço e refaço...Eu faço o tudo do nada.
Eu consigo tudo...Usando os meus pensamentos.
Vencendo os obstáculos com os meus amigos:
Meu cão, os meus botões, as bolinhas de gude e...
Os estilingue, uma poderosíssima arma de amor.
Jogo flores nas pessoas com perfumes, impregna odores.
Um esguicho d'água bem no centro da testa dos invasores.
Escorrendo tintas coloridas na face e na roupa.
Um feijão da atiradeira bem na ponta do dedão.
Minha espada cola a tua sombra no chão.
Nasce um filete de água, que bebo para matar a sede.
Eu sou é criança, navegue no meu barco à vela.
Singrando os mares do mundo...Eu sou é criança
- Quero a minha mãe e, dormir em teu colo.
Sou um menino e crescer em tempo total, acarinhado.
E gritar bem alto a todos que também tem e sabem
O valor de Ter...Mãe, e ser por ela amado.
Gritando na sabedoria de menino.