"Só com a leitura um povo pode se tornar forte em sua cultura." (Rodrigo Poeta)

sábado, 26 de abril de 2008

15°lugar no I° Concurso POESIARTE.


- 15°lugar no I° Concurso POESIARTE.
- Nome: Jhonata da Conceição Paredes.

- Natural de São Gonçalo-RJ.
- Cidade em que representa: Cabo Frio-RJ .
- Data de nascimento: 19/03/1989.
- Atividades: Poeta, ator e estudante.

- 15°lugar com o poema:




Bolinha Azul

Coitadinha, ela é só uma bola
Que nos serve de brinquedo.
E em mais uma 'puta' propaganda
De coca-cola
Ela se acaba de medo.

Não é lindo como ela rola?
Não chute-a deste jeito.
Lembre-se que você cresceu com ela
Dona da euforia até hoje no seu peito.

Te contarei, hoje, uma coisa
Que parece não saber,
Mas esta bola ainda é viva
E muito precisa de você.

Lembre-se que também precisa dela
Mais você dela, que ela de você,
Pois, ela sem você é bola;
Você sem bola, o que irá ser?

Seja parte, pegue a bola!
Não se permita morrer.

(Johnatan Paredes)


14°lugar no I° Concurso POESIARTE.


- 14°lugar no I° Concurso POESIARTE.
- Nome: Moacir Eduão.
- Natural de Irecê-BA.
- Cidade em que representa: Irecê-BA.
- Atividade: Poeta.

- 14°lugar com o poema:

PARIDADE INCORRETA


Autor: MOACIR EDUÃO
São Gabriel - Bahia

Um par de deuses
para eu olhar com meu par de olhos míudos.
Planetas desenhados
na galáxia, como se fossem intermináveis.
Meu par de olhos miúdos, enganados, ingênuos,
tenta contá-los, inventar números exatos...
Enganados, ingênuos olhos de sangue,
a ver cometas a mais do que existem.
De uma ampulheta, a novidade espalha-se.
Quebrem-na, deuses infalíveis!
Devolva as areias ao mundo das areias
e as desencarcerem desse vidro fosco
que guarda o tempo.
Par de olhos dúbios, afinando o que era para ser grosso e não uma navalha.
Envolvidos, indevidos como os patíbulos,
perdam-se de meus pés os sapatos
que o destino feriu com suas estradas.


13°lugar no I° Concurso POESIARTE.


- 13°lugar no I° Concurso POESIARTE.
- Nome: Flávio Otávio Ferreia.
- Natural de Bela Vista-MG.
- Cidade em que representa: Araxá-MG.
- Atividade: Poeta.

- 13°lugar com o poema:




Algodão Doce!

o sangue escorre vertiginosamente sobre os trilhos metálicos da estação de metrô
hipnótica a mancha se espalha misturada a urina e vômito e secreções

impossível sobreviver às explosões

afinal, a vida é precária para todos, no entanto, existem abutres demais esperando nossas vísceras

não suporto o cheiro da cidade grande – cheira a esgoto e crime – ainda caminho junto a multidão

na tevê pequenos flashs propagandam a calamidade

morte no metrô de Londres – terrorismo – bomba explodiu – tudo pelos ares
todos os olhares se voltaram para o mundo mulçumano.
o terror – fazendo-nos esconder debaixo da cama por medo da próxima bomba ser sobre nosso teto – inocência nossa – acreditar que poderiam explodir nossa casa – pobres mortais

fechamos os olhos e não percebemos o que acontece ao lado
um bêbado caiu no trilho do metrô – se resume agora a uma mancha vermelha e estraçalhada sob a engrenagem dos vagões – e, eu continuo minha caminhada – pensando em minha vidinha frívola e degustando algodão doce azul – pois o mundo continua perfeito – minha vida ainda não saiu dos trilhos


(Flávio Otávio Ferreira)


segunda-feira, 21 de abril de 2008

12°lugar no I° Concurso POESIARTE.


- 12°lugar no I° Concurso POESIARTE.
- Nome: Leni Martins .
- Natural de São Paulo-SP.
- Cidade em que representa: São Paulo-SP.
- Data de nascimento: 20 de fevereiro de 1965.
- Atividades: Poeta e artista plástica.

- 12°lugar com o poema:




Águia !

Serei águia a ultrapassar a fronteira,
deslizando entre o céu, sem limites,
sem barreiras.

Serei águia sorrateira,
de vôo rasante e faceira,
de garras afiadas, a rainha
das alturas, impiedosa e guerreira

Águia, eu serei...
nas majestosas tardes ensolaradas,
serei a ave mais cobiçada, de olhar
fascinante, que voa distante, para não ser
alcançada.

Serei águia audaz, de olhar esperto,
penetrante e disperso, guiada pelo destino,
carregarei em meu peito um coração partido,
mas consciente do meu livre arbítrio.

Águia solte seu grito, seu gemido
sobrevoando o penhasco, a vitória é sua
e não o fracasso.

Águia de aço eu serei, saltarei de uma
montanha e neste chão nunca mais pisarei.

(Poeta Leni Martins)

domingo, 20 de abril de 2008

11°lugar no I° Concurso POESIARTE.


- 11°lugar no I° Concurso POESIARTE.
- Nome: Ivy Menon.
- Natural de Cornélio Procópio-PR.
- Cidade em que representa: Cornélio Procópio-PR.

- Atividades: Poeta e advogada .

-
11°lugar com o poema:

supra-sumo

vejo-me pequena menina favelada
em eternas cavalgadas pelo mamonais,
verdes madrigais, eu e eles, nativos

acho que brotei da terra...terra vermelha
tão vermelha quanto o nariz dos italianos
que também brotaram dali.

e meus ramos, ervas daninhas
subindo livres,alegremente livres,
no rumo da galharia
em direção ao céu, tão meu,
tão brejeiro, próximo
sobrenatural

lembro-me crescendo meio
meio empertigada
com raízes incrustadas nas montanhas de pós-de-serra
creio que vim da terra com seus trigais amarelos
tão amarelos quanto os dentes dos italianos
com seus fumos-de-corda que também se fixaram ali.

e os meus cachos lisos e frescos
ganharam espaço, alçaram vôo
soltos no céu tão italiano, surreal

enxergo-me mulher
meio arteira, meio inteira
nas incansáveis caminhadas
pelo teu corpo nu – e marrom –
tão marrom – e nu – quanto os italianos
que mudaram de cor quando perderam o tempo
e misturaram-se à terra dali

e meus rumos, incertos, sem prumos
cavalgam trigais verde-amarelos
e intimido-os se fixo em mim o infinito

de resto:
para o teu grito
o meu urro
para o teu resumo
o meu supra-sumo!

(Ivy Menon)


10°lugar no I° Concurso POESIARTE.


- 10°lugar no I° Concurso POESIARTE.
- Nome:Nita V. Aguiar
.
- Cidade em que representa: Xambioá-TO.
- Atividade: Poeta.



- 10°lugar com o poema:

Ouro do cerrado

Sob o sol do Tocantins,
pairam no ar aves diversas,
raios luminosos, parecem refletir
os mistérios da criação divina...

De longe, avista-se antigo vilarejo,
antigos casebres, onde, as pernas do sol
penetram pelas frestas...
antigos moradores,aparentemente, cotidianamente, "felizmente felizes"...
desejosos de algum veneno anti-monotonia,
que seja chocolate e cure a ferida dos dias...

Querubins meninos,
camponeses adultos,
caminham em corda bamba
até o limite do sonho,
quem dera, além Jalapão...

Sua comprida e pérfida esperança,
não soube da estrela do céu,
realizadora de sonhos juntos sonhados...
camponeses amados,
não sabem que o destino é um jardim dourado...

Presente dos céus,
paraíso, quase, intocado...
da força da terra, novo horizonte,
límpida alegria. Desponta verde capim,
pela luz divinal, transformado...

Iluminados por novas experiências,
rumo ao progresso, o habilidoso artesão,
tece fios de seda, no raro capim dourado,
só encontrado, no cerrado preservado...

O que dele em mim vive,
oferece uma face de enigma,
a realidade oculta, em forma de sonho,
dessa esfera cultural onde o corpo habita...
cogita, degustar o saboroso chocolate Argentino,
fruto do lucrativo famoso capim dourado...

(Poeta Nita V. Aguiar)

sábado, 19 de abril de 2008

9°lugar no I° Concurso POESIARTE.


- 9°lugar no I° Concurso POESIARTE.
- Nome:
Inês Martins.
- Cidade em que representa: Goiânia-GO .
- Atividades: Poeta e professora.

- 9° lugar com o poema:

Soluços do vento...

Um som me chega
Em uma calma aparente,
Chega como se quisesse me mostrar o acaso...
A calma aparente dos dedos, que escondidos tremem...

Um som me chega...
Se aconchega no peito, pára...
Treme, ao longo, todo o corpo...
Um som, um amor e uma estrada...

Um som me toca, com seus dedos ávidos de poema inacabado...
Um som me sorri em versos nunca dantes declamados,
Mas é só um som,
Que pode ser uma moça num ônibus sem destino...
Um moço pensando nela em desatinos...
Uma saudade do passado...
Um amor passageiro...
Presságios...

E a música se renova, lenta...
Calma, como a doce palavra pensada...

Olha a música...
Sente o vento...
Sente a minha chegada...
Meu corpo quente e Incerto de poesia vívida guardada...

Sente a música...
Ouve o vento...
A melodia vívida das suas palavras...

Ouve a música...
Vê o vento...
Derrubar as folhagens antigas
E fazer brotar novas

Chegadas...

Respira a música...
Pega o vento
E vê que nas suas mãos ele foge...
Medroso...
Desavisado...

Corre a música...
Deixa o vento
E me abraça, desavisado...

São soluços, homem!
Do vento...
De saudade...


(Poeta Inês Martins)